quinta-feira, 1 de julho de 2010

Feto sobrevive mais de 24 horas depois de ser abortado

Médicos italianos estão a ser acusados de negligência e homicídio voluntário por não o terem socorrido.

Os médicos de um hospital italiano estão a ser acusados por não terem prestado socorro a um feto que, depois de abortado por uma paciente, sobreviveu durante mais de 24 horas, informa a BBC.

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De acordo com o hospital, a paciente resolveu abortar por causa de uma má formação no feto, revelada numa ecografia. No dia seguinte ao aborto, o padre do hospital foi alertado por um funcionário que o feto ainda se encontrava vivo, sendo então transferido para outro hospital, onde acabou por morrer.

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A Procuradoria da República de Rossano Calabro abriu um inquérito por «homicídio voluntário», para determinar se houve violação da lei por abandono terapêutico do feto no hospital. Os médicos estão a ser acusados por negligência, por não terem prestado socorro ao feto quando ainda estava vivo.

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O caso gerou grandes discussão na Itália, onde grupos católicos com o apoio da Igreja pedem a revisão da lei de 1978 que autoriza o aborto.

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